Ferréz

Ferréz é autor de Capão Pecado (2000), Manual prático do ódio (2003), Ninguém é inocente em São Paulo (2007) e Deus foi almoçar (2012), entre outros livros. Suas obras foram traduzidas na Itália, na Argentina, na Alemanha, na Inglaterra, em Portugal, na França, na Espanha e nos Estados Unidos.

Enrique Alcatena

Enrique “Quique” Alcatena nasceu em Buenos Aires, Argentina, em 1957. Autodidata, teve seu primeiro trabalho profissional publicado em 1976. Pouco tempo depois, começa a trabalhar no mercado britânico, colaborando com editoras como a DC Thomson & Co. Na década de 1980, tem seus trabalhos publicados em revistas argentinas como a Skorpio, da Ediciones Récord. Entre as séries que ilustrou, temos A Fortaleza Móvel e O Mundo Subterrâneo, escritas por Ricardo Barreiro, e Merlín, escrita por Robin Wood. Algum tempo depois, conheceu o roteirista Eduardo Mazzitelli, com quem colaboraria por diversas oportunidades ao longo de sua carreira. No final dos anos 1980, passa a trabalhar regularmente no mercado norte-americano, colaborando com editoras como DC Comics, Marvel e Dark Horse. Entre os diversos títulos que ilustrou, podemos destacar a minissérie Gavião Negro, arte-finalizando os desenhos do roteirista Timothy Truman; Batman – Asilo Arkham: Os Subterrâneos da Loucura, com roteiro de Alan Grant; Predador Versus Juiz Dredd, com argumento de John Wagner; e Batman no Túnel do Tempo: O Corsário, com roteiro de Chuck Dixon.

Gustavo Schimpp

Gustavo Schimpp nasceu em Merlo, Argentina, em 1966. Iniciou sua carreira profissional em 1987, ao ganhar o concurso D’Artagnan de 30.º Aniversário, da Editoral Columba. Mais tarde, em 1991, passa a integrar a equipe da Ediciones Récord. Desde então, segue produzindo histórias para diversos mercados, principalmente o europeu. Entre seus trabalhos mais conhecidos, temos Belzarek (1999), com Horacio Lalia; Daniel Boone (2005), com Enrique Alcatena; Malena (2008) com Horacio Vila; e Yaqui (2010), com Luis García Durán.

Danilo Beyruth

Danilo Beyruth nasceu em São Paulo, em 1973. É quadrinista e ilustrador, vencedor de diversos prêmios HQMix. Em 2009, publicou seu primeiro álbum, Necronauta – O Soldado Assombrado e Outras Histórias (HQ Maniacs). Em 2010, lançou Bando de Dois (Zarabatana), que ganhou o Prêmio Angelo Agostini de Melhor Lançamento e o HQMix de Melhor Edição Nacional, Melhor Roteirista Nacional e Melhor Desenhista Nacional. Em 2011, Necronauta ganhou um segundo volume, Necronauta – O Almanaque dos Mortos (Zarabatana). No ano seguinte, criou o álbum de estreia do selo Graphic MSP: Astronauta – Magnetar, que ganhou vários prêmios HQMix e Angelo Agostini, sendo publicado posteriormente, pela Panini, na Itália, Espanha, França e Alemanha. Desde então, lançou Astronauta – Singularidade (2014), Astronauta – Assimetria (2016), Astronauta – Entropia (2018), Astronauta – Parallax (2020) e Astronauta – Convergência (2022). Publicou ainda São Jorge, em dois volumes (Panini, 2014), Samurai Shirô (Darkside Books, 2018) e Love Kills (Darkside Books, 2019). Também desenhou para a Marvel Comics (Motoqueiro Fantasma, Guardiões da Galáxia, Venom, entre outros). Em 2022, publicou Corso, trabalho que inaugurou o selo de quadrinhos originais da editora Comix Zone.

Carlos Giménez

Carlos Giménez nasceu em Madrid, Espanha, em 1941. Sua primeira série em quadrinhos foi Drake & Drake, seguida pelos populares Gringo, Delta 99 e Dani Futuro. Foi com a publicação das poderosas e comoventes histórias da sua infância na Espanha franquista em Paracuellos que Giménez ganhou reconhecimento internacional e completou sua transição de desenhista para autor completo. Suas outras obras de não ficção incluem a trilogia España, Una, Grande y Libre (crônica sobre a transição política depois da morte de Franco), Barrio (histórias sobre sua adolescência, após ter deixado o orfanato) e Los Profesionales (premiada série sobre os bastidores da cena espanhola dos quadrinhos na década de 1960). Em 2003, Giménez foi reconhecido com a Medalha de Ouro em Belas Artes dada pelo Ministério da Cultura da Espanha.

Ricardo Barreiro

Ricardo Barreiro nasceu em Buenos Aires, Argentina, em 1949. Sua carreira nos quadrinhos começou aos 22 anos, publicando histórias curtas. Pouco tempo depois, começou a desenvolver a série de ficção científica Slot Barr, com arte de Francisco Solano López, lançada em 1976. Posteriormente, colabora com Juan Zanotto, que desenha Bárbara, e Juan Giménez, que desenha As de Pique, Cidade e Estrella Negra. Em 1982, depois de passar pela Espanha e pela França, se instala em Roma e colabora com diversos desenhistas como Franco Saudelli (O Homem de Wolfland, A Filha de Wolfland), Enrique Breccia (Avrack: El Señor de los Halcones), Enrique Alcatena (A Fortaleza Móvel, O Mundo Subterrâneo), e Eduardo Risso (Caim, Parque Chas), entre outros. De volta a Buenos Aires em meados dos anos 1980, continuou trabalhando como roteirista até seu falecimento em abril de 1999, aos 49 anos de idade.

Enrique Breccia

Enrique Breccia nasceu em Buenos Aires, Argentina, em 1945. Iniciou sua carreira como quadrinista em 1960. Colaborou com seu pai, o quadrinista Alberto Breccia, e o roteirista Héctor Oesterheld, em Che, biografia em quadrinhos do célebre revolucionário argentino. Inicia sua carreira solo nas páginas da revista italiana Linus, na qual publica a série Guerra do Deserto. Entre 1976 e 1983, publica na revista Skorpio a série Alvar Mayor, seu personagem mais famoso, com roteiro de Carlos Trillo. Dessa parceria surgem várias outras obras, como El Peregrino de las Estrellas, Los Viajes de Marco Mono e El Reino Azul. Entre 1983 e 1987, publica na revista Fierro as série El Sueñero e El Cazador del Tiempo. Também assina os roteiros de Metrocarguero, desenhado por Domingo Mandrafina. Em 1992, participa da coleção Quinto Centenario, editada pela Planeta DeAgostini, ilustrando De Mar a Mar: a Descoberta do Pacífico. Entre 2001 e 2006, trabalha para o mercado norte-americano, desenhado títulos como X-Force e Wolverine para a Marvel Comics, e Batman e Monstro do Pântano para a DC Comics. Para o extinto selo Vertigo, da DC, ilustra a biografia em quadrinhos Lovecraft, escrita por Hans Rodionoff e Keith Giffen. Atualmente, vive na cidade de Spoleto, na Itália.

Héctor Oesterheld

Héctor Germán Oesterheld nasceu em Buenos Aires em 1919. Geólogo de formação, enveredou pela literatura desde a juventude. Escreveu inúmeros relatos breves de ficção científica e romances, e publicou em revistas como Misterix, Frontera e Hora Cero. Nesses títulos, surgiram obras importantes, como Sargento Kirk, Bull Rocket, Ernie Pike, Sherlock Time, Mort Cinder e a saga de ficção científica O Eternauta, feita em parceria com Francisco Solano López, que se tornaria a obra mais célebre da dupla e um clássico das HQs mundiais. Os primeiros trabalhos de Oesterheld, na década de 1950 e no início dos anos 1960, trazem críticas sutis ao capitalismo, ao colonialismo e ao imperialismo. À medida que a década avança, seu compromisso político se intensifica e sua ideologia se torna mais definida: em parceria com Alberto Breccia, produziu as biografias em quadrinhos de Che Guevara e Evita Perón, em 1968, além de uma segunda versão de O Eternauta, com mudanças no roteiro que deram um forte tom político à obra. Em 1977, foi sequestrado pelas Forças Armadas da ditadura, junto com suas quatro filhas (duas delas grávidas na época). Estima-se que o autor e sua família foram assassinados pelos militares em 1978, e seus corpos jamais foram encontrados. O legado de Oesterheld é amplo, e sua influência se estende a artistas de novas gerações e a diversos meios. É considerado um dos pais do quadrinho argentino moderno.

Michel Rabagliati

Michel Rabagliati nasceu em 1961 em Montreal, no Canadá. Como muitas crianças na América do Norte, cresceu lendo revistas em quadrinhos, mas em vez de Homem-Aranha ou Superman, ele estava imerso nos álbuns franco-belgas: Tintim, Spirou, Gaston, Asterix, entre outros. Rabagliati era assinante de todas as revistas em quadrinhos europeias e copiava seus artistas favoritos, escrevendo e desenhando suas próprias histórias. Em meados da década de 1970, seus interesses se voltaram para o design gráfico, e após estudar isso e tipografia, se tornou designer gráfico e ilustrador comercial em 1982. Suas ilustrações foram publicadas em diversos periódicos, como o The Wall Street Journal, Chicago Tribune, National Post, Maclean’s e Canadian Business. Em 1998, decidiu abandonar tudo e ir atrás de seu sonho de infância. Hoje, após mais de duas décadas de atividade, Michel Rabagliati se tornou uma figura-chave na cena canadense de quadrinhos, tendo sido o primeiro norte-americano a receber o prestigioso Prêmio do Público do Festival de Angoulême, pelo seu trabalho em A Canção de Roland, em 2010. Em janeiro de 2021, Rabagliati voltou a ser recompensado em Angoulême, desta vez com o Prêmio de Melhor Série pelo seu trabalho em Paul em Casa.

Alberto Breccia

Alberto Breccia nasceu em Montevidéu, Uruguai, em 1919, mas aos três anos se mudou com sua família para a Argentina. Iniciou sua carreira como quadrinista aos 19 anos, em uma revista de bairro chamada Acento. Seu trabalho começa a ser reconhecido a partir de Vito Nervio, publicado na revista Patoruzito, entre 1947 e 1959. No final da década de 1950, por intermédio de Hugo Pratt, conheceu o roteirista Héctor Germán Oesterheld, com que realizaria algumas de suas obras mais significativas, como Sherlock Time, Mort Cinder e uma nova versão de O Eternauta. Em 1973, com textos do poeta Norberto Buscaglia, realiza uma adaptação de Os Mitos de Cthulhu, de H. P. Lovecraft. Com o roteirista Carlos Trillo, colabora na realização de Um Tal Daneri, Viajante de Cinza, Buscavidas e diversas histórias curtas. Em 1983, começa a produção de Perramus, em parceria com Juan Sasturain. Além das adaptações de Edgar Allan Poe, em seus últimos anos adapta contos de escritores como Borges, García Márquez, entre outros. Informe Sobre Cegos, baseado no livro Sobre Heróis e Tumbas, de Ernesto Sabato, seria uma de suas últimas obras. Breccia é considerado hoje um dos artistas mais im­portantes da história dos quadrinhos, tendo recebido importantes prêmios ao longo de seus mais de 50 anos dedicados ao desenho, como o Yellow Kid no Salão de Lucca (Itália, 1977); o Grande Prêmio do Salão de Quadrinhos de Barcelona (Espanha, 1984); e o prêmio da Anistia Internacional, por Perramus (Bélgica, 1988). Faleceu em 1993, em Buenos Aires, aos 73 anos de idade.