
Yoshikazu Yasuhiko nasceu em 1947, em Hokkaido, Japão. Tornou-se um dos nomes fundamentais da animação japonesa ao atuar como designer de personagens e diretor do anime original Mobile Suit Gundam, de 1979. Sua estreia nos quadrinhos aconteceu no mesmo ano, com Arion, obra que lhe rendeu o Prêmio Seiun em 1981 e que ele próprio adaptou para o cinema em 1986. Reconhecido pelo traço elegante feito diretamente a pincel e pelo rigor na representação de contextos históricos e religiosos, assinou títulos aclamados como Venus Wars (1986), Joan (1995) e Jesus (1997). Entre 2001 e 2011, publicou Mobile Suit Gundam: The Origin, releitura do clássico de 1979 que ultrapassou a marca de 10 milhões de cópias vendidas e lhe rendeu outro Prêmio Seiun em 2012. Yasuhiko assina seus trabalhos como “YAS”.

Vincent Brugeas é roteirista de quadrinhos e mestre em História Contemporânea. Apaixonado por História e literatura desde a infância, trocou a carreira docente pelos quadrinhos, estreando em 2010 com Block 109, ucronia desenhada por Ronan Toulhoat. Desde então, a dupla colaborou em diversos outros projetos, como o thriller medieval Le Roy des Ribauds (2015), a série histórica Ira Dei (2018) e a aventura pirata A República da Caveira (2022). Em 2018, Brugeas e Toulhoat também assinaram Conan, o Cimério: O Colosso Negro, originalmente publicado pela Glénat. Entre seus outros trabalhos estão La Cagoule (2019), Bomb X (2023) e Colt & Coal (2024). Mora nas proximidades de Limoges, na França.

Ronan Toulhoat é desenhista, storyboarder e engenheiro de formação. Após concluir a graduação em Engenharia, decidiu dedicar-se profissionalmente aos quadrinhos, estreando em 2010 com Block 109, ucronia escrita por Vincent Brugeas. Desde então, a dupla colaborou em diversos outros projetos, como o thriller medieval Le Roy des Ribauds (2015), a série histórica Ira Dei (2018) e a aventura pirata A República da Caveira (2022). Em 2018, Toulhoat e Brugeas também assinaram Conan, o Cimério: O Colosso Negro, originalmente publicado pela Glénat. Além dos quadrinhos, Toulhoat desenvolve concept art e storyboards para o cinema e os videogames. Mora nas proximidades de Tours, na França.

Rintarô (Shigeyuki Hayashi) nasceu em 1941, em Tóquio, Japão. Considerado um dos grandes nomes da animação japonesa, iniciou sua carreira aos 17 anos como animador intermediário no longa-metragem Hakujaden (A Lenda da Serpente Branca), de 1958. Na década de 1960, trabalhou na Mushi Production, estúdio de Osamu Tezuka, onde participou de clássicos como Astro Boy e Kimba, o Leão Branco. A partir dos anos 1970, consolidou-se como diretor independente e tornou-se responsável por obras marcantes da animação japonesa, como Galaxy Express 999, Capitão Harlock: Pirata do Espaço, Neo Tokyo e Metrópolis. Em 1972, foi um dos fundadores do estúdio Madhouse. Em 2024, estreou nos quadrinhos com Minha Vida em 24 Quadros por Segundo, relato autobiográfico sobre sua trajetória no cinema e na animação, que lhe rendeu o Grande Prêmio Cultural Osamu Tezuka de 2025.

Teresa Valero nasceu em Madri, Espanha, em 1969. Iniciou sua carreira na animação, atuando na produção de séries como As Aventuras de Tintim, Babar e A Pantera Cor-de-Rosa, além de longas-metragens como Asterix na América. Em 1996, cofundou o estúdio Tridente Animación ao lado de artistas como Juan Díaz Canales, participando da produção de obras como a adaptação de Corto Maltese e o filme Asterix e os Vikings. Estreou nos quadrinhos em 2008 como roteirista da série Sorcelleries, ilustrada por Juanjo Guarnido, cocriador de Blacksad. Em seguida, escreveu Curiosity Shop (2011) e Gentlemind (2020). Em 2021, lançou Contraponto: Os Filhos dos Outros, seu primeiro trabalho como autora completa e uma das HQs espanholas mais elogiadas dos últimos anos. Paralelamente à carreira nos quadrinhos, Valero leciona storyboard em universidades e escolas de arte de Madri.

Usamaru Furuya nasceu em Tóquio, Japão. Formou-se em pintura a óleo na Tama Art University e, embora inicialmente planejasse seguir carreira nas artes plásticas, o sucesso com os quadrinhos mudou seu foco profissional. Sua estreia como mangaká ocorreu em 1994, com a serialização de Palepoli na lendária revista Garo. Reconhecido por seu estilo vanguardista e visualmente sofisticado, Furuya explora temas complexos e frequentemente sombrios, transitando entre o drama psicológico, o horror e a crítica social. Seu mangá Quero ser morto por uma colegial foi incluído entre as Obras Recomendadas pelo júri do Japan Media Arts Festival em 2015 e ganhou uma adaptação cinematográfica em 2022, dirigida por Hideo Jojo. Entre seus trabalhos de maior destaque estão Suicide Club (2002; publicado no Brasil pela NewPop em 2017), A Música de Marie (2001; publicada pela NewPop em 2022) e Litchi Hikari Club (2005).

Ziraldo nasceu em 1932, em Caratinga (MG), e tornou-se uma das figuras centrais da cultura gráfica e da literatura infantil no Brasil. Em 1948, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde iniciou sua carreira na imprensa e na publicidade, consolidando-se como jornalista, cartunista e artista gráfico. Nos anos 1960, lançou a pioneira revista Pererê, um marco dos quadrinhos nacionais com forte presença do folclore e de temas sociais. Nesse mesmo período, teve atuação destacada na vida política e cultural do país, sendo um dos fundadores do jornal satírico O Pasquim, grande referência de resistência durante a ditadura militar. Em 1969, estreou na literatura infantil com Flicts, obra poética que ganhou projeção internacional. Já em 1980, criou seu personagem mais famoso, O Menino Maluquinho, que se tornou um fenômeno editorial e cultural, sendo adaptado com sucesso para o teatro, o cinema e a televisão. Ziraldo faleceu em 2024, deixando uma obra vasta, premiada e profundamente enraizada no imaginário brasileiro.

Ian Bertram é um quadrinista e ilustrador que vive e trabalha em Nova York. Formado pela renomada School of Visual Arts, foi selecionado para a prestigiada bolsa da Society of Illustrators em 2012. O artista publica regularmente por grandes editoras como Marvel, DC Comics, Dark Horse e Image Comics. Fora das páginas dos quadrinhos, Ian também expõe suas obras em galerias ao redor do mundo, com exposições em Nova York, Paris e Sri Lanka.

Mitei Hattori estreou em 2021 com o fenômeno Smiley, serializado na revista Weekly Manga Goraku (Nihonbungeisha). A obra rapidamente se destacou por sua abordagem psicológica sombria e estética visual arrojada, estabelecendo Hattori como uma das novas vozes mais instigantes do universo seinen. Movido por seu desconforto com sorrisos forçados e inspirado por relatos de ex-membros de seitas religiosas, Hattori explora temas como fé, mecanismos de controle e a ditadura da felicidade imposta pela sociedade.