
Mathieu Bablet nasceu em 1987, em Grenoble, França. Estudou artes aplicadas na ENAAI de Chambéry e estreou nos quadrinhos em 2011 com a ficção pós-apocalíptica urbana A Bela Morte. Entre 2013 e 2014, publicou Adrastée, reimaginando a Grécia mitológica em um cenário pós-apocalíptico. Em 2016, lançou Shangri-La, ficção científica selecionada para o Festival de Angoulême. A partir de 2018, liderou Midnight Tales, série de coletâneas em que atuou como roteirista, desenhista e diretor artístico. Em 2020, publicou Carbone et Silicium, vencedor do Prêmio BD Fnac France Inter e finalista do Grande Prêmio da Crítica ACBD. Nos últimos anos, trabalhou no roteiro e na direção artística do jogo Cairn (2024) e escreveu o primeiro volume da série Shin Zero (2025).

Bertrand Gatignol nasceu em 1977, na França. Formado em artes gráficas pela ESAG, trabalhou inicialmente com animação e design de personagens para séries como Skyland, O Pequeno Príncipe e Grizzy e os Lemmings. Estreou nos quadrinhos em 2003 e ganhou destaque em 2011 com Pistouvi, escrito por Merwan Chabane. Em 2014, iniciou, ao lado de Hubert, a premiada saga Os Ogros-Deuses, considerada uma das obras mais importantes da fantasia contemporânea. Em 2023, desenhou o volume 17 de Donjon Monsters, de Joann Sfar e Lewis Trondheim, e, no ano seguinte, lançou Wilderman, sua primeira série autoral voltada ao público jovem.

Shintaro Kago nasceu em 1969, em Tóquio, Japão. Desde jovem, desejava se dedicar a atividades criativas e, embora tenha considerado a indústria cinematográfica, decidiu tornar-se autor de mangá por sua afinidade com o desenho. Estreou profissionalmente em 1988 na revista Comic Box e, a partir de então, passou a publicar histórias curtas em diversas revistas voltadas ao público adulto, especializando-se no subgênero ero guro, marcado pela combinação de elementos eróticos e grotescos. Em 2010, recebeu o 3º Prêmio Mundial Baka-misu por Pedacinhos. Em 2013, foi homenageado como convidado no XIX Salão de Mangá de Barcelona, na Espanha. Entre seus principais trabalhos estão Dementia 21 e A Grande Invasão Mongol.

Cesar Roberto Sandoval nasceu em Franca, São Paulo, em 1950. Iniciou sua carreira como assistente de arte na revista Recreio, da Editora Abril, no início da década de 1970, sendo promovido, pouco tempo depois, a chefe de arte. Ainda na Abril, assumiu a direção de arte de diversas revistas infantis, com destaque para os títulos da Hanna-Barbera. Em 1987, criou a revista Os Trapalhões, publicada pela Editora Abril, que apresentava versões infantis dos personagens do famoso programa de TV. A revista ficou conhecida por suas sátiras bem-humoradas de grandes sucessos do cinema, como Robocop, As Tartarugas Ninja e Indiana Jones. Dois anos depois, em 1989, lançou sua obra mais marcante: A Turma do Arrepio, pela Editora Globo. Ao longo de 43 edições regulares e diversos especiais, a turma ultrapassou as páginas dos quadrinhos, ganhando, em 1995, uma série live-action exibida na Rede Manchete e sendo licenciada para uma ampla variedade de produtos, como chicletes, iogurtes, calçados, material escolar e outros. Hoje, Cesar Sandoval vive em São Roque, no interior de São Paulo.

Luís Moreira Gonçalves nasceu em 1985, no norte de Portugal. É médico, agora já não atua mais como químico, mas ainda sabe resolver uma equação redox. Já teve orgulho de lecionar na USP, mas um processo disciplinar lhe relembrou que o orgulho é um pecado capital. Atualmente, trabalha em saúde mental e é preceptor de Medicina na Grande São Paulo.

Felipe Parucci nasceu em 1983, no Rio de Janeiro, mas cresceu em São Paulo. É autor dos livros Auto Ajuda (2016), Já Era (2017), Enxaqueca (2018) e Apocalipse, Por Favor (2022). Já trabalhou como designer e animador, mas aguarda o dia em que fará uso do seu bacharelado em Direito. Atualmente, está sem plano de saúde.

Gabriel Dantas desenha desde os 4 anos. Isso faz quase 30 anos. Ele já publicou uns 6 livros, uns 16 zines e dois livros de colorir, mas não confia nas próprias contas. Achamos que é mais. Ele tem 176 mil seguidores no Instagram e um gato. Até junho de 2025, decepcionou-se 47 vezes no amor. Desenha, por dia, tantas páginas quanto o número de banhos que toma. Ele mora em Natal-RN, onde faz calor, muito calor. Imagine só quantos banhos.

Kazuichi Hanawa nasceu em 1947, na cidade de Yorii, província de Saitama, no Japão. Estreou como mangaká em 1971, com a obra Kan no Mushi, publicada na lendária revista Garo, referência do mangá underground. Inicialmente influenciado por Yoshiharu Tsuge, destacou-se no estilo eroguro (erótico-grotesco), com histórias bizarras e provocativas. Com o tempo, afastou-se desse estilo e passou a produzir narrativas de horror e fantasia com rico detalhamento histórico, reproduzindo minuciosamente roupas, armas e costumes da Idade Média japonesa. Em 1994, Hanawa foi preso por posse ilegal de armas. A experiência serviu de base para seu mangá mais conhecido, Na Prisão (Keimusho no Naka), publicado em 2000. A obra ganhou destaque internacional e foi adaptada para o cinema em 2002, com direção de Yoichi Sai.

Vincent Mallié nasceu em 1973, em Paris, França. Em 1992, formou-se em artes gráficas na École supérieure des arts graphiques de Paris e iniciou sua carreira como ilustrador e storyboarder para o cinema. Em 1998, estreou nos quadrinhos com a série Hong Kong Triad, ao lado de Joël Parnotte, parceria que continuaria em Les Aquanautes (2000–2006). Em 2007, começou a colaborar com Régis Loisel e Djian na aclamada série Le Grand Mort, concluída em 2019. Entre 2010 e 2013, assumiu os volumes 7 e 8 da clássica saga Em Busca do Pássaro do Tempo, redesenhando personagens lendários da fantasia franco-belga. Em 2021, desenhou Tenebrosa, com roteiro de Hubert. Com um traço semi-realista refinado e impressionantes composições naturais, Mallié é considerado um dos grandes nomes do quadrinho contemporâneo francês.

Hubert nasceu em 1971, em Saint-Renan, França. Estudou na Escola de Belas Artes de Angers e iniciou sua carreira como colorista, colaborando com artistas como David B., Jason e Paul Gillon, antes de se dedicar aos roteiros. Em 2002, estreou como autor com Le Legs de l’alchimiste, seguido de parcerias marcantes com Zanzim e Marie Caillou. Em 2006, ganhou notoriedade com Miss Pas Touche, ilustrada pelo duo Kerascoët, com quem também criou a série Beauté (2011–2014). Em 2014, lançou com Bertrand Gatignol a aclamada saga Os Ogros-Deuses. Seu maior sucesso veio em 2020, pouco após sua morte, com Pele de Homem, também em parceria com Zanzim, que recebeu diversos prêmios e consagrou Hubert como um dos roteiristas mais sensíveis e inventivos de sua geração.