
Luís Moreira Gonçalves nasceu em 1985, no norte de Portugal. É médico, agora já não atua mais como químico, mas ainda sabe resolver uma equação redox. Já teve orgulho de lecionar na USP, mas um processo disciplinar lhe relembrou que o orgulho é um pecado capital. Atualmente, trabalha em saúde mental e é preceptor de Medicina na Grande São Paulo.

Felipe Parucci nasceu em 1983, no Rio de Janeiro, mas cresceu em São Paulo. É autor dos livros Auto Ajuda (2016), Já Era (2017), Enxaqueca (2018) e Apocalipse, Por Favor (2022). Já trabalhou como designer e animador, mas aguarda o dia em que fará uso do seu bacharelado em Direito. Atualmente, está sem plano de saúde.

Gabriel Dantas desenha desde os 4 anos. Isso faz quase 30 anos. Ele já publicou uns 6 livros, uns 16 zines e dois livros de colorir, mas não confia nas próprias contas. Achamos que é mais. Ele tem 176 mil seguidores no Instagram e um gato. Até junho de 2025, decepcionou-se 47 vezes no amor. Desenha, por dia, tantas páginas quanto o número de banhos que toma. Ele mora em Natal-RN, onde faz calor, muito calor. Imagine só quantos banhos.

Kazuichi Hanawa nasceu em 1947, na cidade de Yorii, província de Saitama, no Japão. Estreou como mangaká em 1971, com a obra Kan no Mushi, publicada na lendária revista Garo, referência do mangá underground. Inicialmente influenciado por Yoshiharu Tsuge, destacou-se no estilo eroguro (erótico-grotesco), com histórias bizarras e provocativas. Com o tempo, afastou-se desse estilo e passou a produzir narrativas de horror e fantasia com rico detalhamento histórico, reproduzindo minuciosamente roupas, armas e costumes da Idade Média japonesa. Em 1994, Hanawa foi preso por posse ilegal de armas. A experiência serviu de base para seu mangá mais conhecido, Na Prisão (Keimusho no Naka), publicado em 2000. A obra ganhou destaque internacional e foi adaptada para o cinema em 2002, com direção de Yoichi Sai.

Vincent Mallié nasceu em 1973, em Paris, França. Em 1992, formou-se em artes gráficas na École supérieure des arts graphiques de Paris e iniciou sua carreira como ilustrador e storyboarder para o cinema. Em 1998, estreou nos quadrinhos com a série Hong Kong Triad, ao lado de Joël Parnotte, parceria que continuaria em Les Aquanautes (2000–2006). Em 2007, começou a colaborar com Régis Loisel e Djian na aclamada série Le Grand Mort, concluída em 2019. Entre 2010 e 2013, assumiu os volumes 7 e 8 da clássica saga Em Busca do Pássaro do Tempo, redesenhando personagens lendários da fantasia franco-belga. Em 2021, desenhou Tenebrosa, com roteiro de Hubert. Com um traço semi-realista refinado e impressionantes composições naturais, Mallié é considerado um dos grandes nomes do quadrinho contemporâneo francês.

Hubert nasceu em 1971, em Saint-Renan, França. Estudou na Escola de Belas Artes de Angers e iniciou sua carreira como colorista, colaborando com artistas como David B., Jason e Paul Gillon, antes de se dedicar aos roteiros. Em 2002, estreou como autor com Le Legs de l’alchimiste, seguido de parcerias marcantes com Zanzim e Marie Caillou. Em 2006, ganhou notoriedade com Miss Pas Touche, ilustrada pelo duo Kerascoët, com quem também criou a série Beauté (2011–2014). Em 2014, lançou com Bertrand Gatignol a aclamada saga Os Ogros-Deuses. Seu maior sucesso veio em 2020, pouco após sua morte, com Pele de Homem, também em parceria com Zanzim, que recebeu diversos prêmios e consagrou Hubert como um dos roteiristas mais sensíveis e inventivos de sua geração.

Pierre Culliford, mais conhecido como Peyo, nasceu em Bruxelas, em 1928. Começou a trabalhar aos 15 anos, primeiro como projecionista de cinema e, em seguida, em um estúdio de animação. Com o fechamento do estúdio, Peyo decidiu se dedicar aos quadrinhos. Suas tiras foram publicadas em diversos jornais diários, mas o começo não foi fácil. O sucesso só chegou quando ele passou a colaborar com a revista Spirou, onde criou a série Johan e Pirlouit. Foi justamente dentro dessa série que, em 1958, nasceram os Smurfs. Após a estreia dos pequenos personagens azuis, Peyo continuou trabalhando nas aventuras de Johan e Pirlouit e também nas histórias do gato Pussy. Criou ainda Benoît Brisefer, um garotinho de força extraordinária. No entanto, o fenômeno mundial dos Smurfs passou a exigir toda a sua dedicação. A partir de então, Peyo mergulhou completamente no universo dos Smurfs, até sua morte, em 1992.

Guy Delisle nasceu em Quebec, Canadá, em 1966. Estudou animação em Toronto e trabalhou em diversos estúdios ao redor do mundo, passando por países como França, Alemanha, China e Coreia do Norte. Durante suas experiências na Ásia, começou a escrever e ilustrar diários de viagem, resultando nos aclamados Shenzhen (2000) e Pyongyang (2003), que retratam suas vivências nesses países. Mais tarde, acompanhou sua esposa, integrante da organização Médicos Sem Fronteiras, em viagens a Myanmar e a Israel, onde produziu Crônicas Birmanesas (2007) e Crônicas de Jerusalém (2011). Esta última lhe rendeu o prestigiado Prêmio Fauve d’Or no Festival de Angoulême, em 2012. Atualmente, Delisle vive na França.

Nobuaki Minegishi (1959) é um desenhista de mangá. Entre suas principais obras, destacam-se Old Boy, Aburemon, Jungle, Teppen, Hoozuki, Joi Reika e Maboroshi ni Kakeru. Sua série Old Boy ganhou o Prêmio Eisner de 2007, na categoria Melhor Edição de Material Internacional (Japão), e foi adaptada para o cinema em duas ocasiões: em 2003, com a aclamada adaptação do cineasta coreano Park Chan-wook, e em 2013, com um remake dirigido por Spike Lee.

Garon Tsuchiya (1947–2018) foi um roteirista de mangá. Entre 1977 e 1979, estudou na escola Gekiga Sonjuku, fundada por Kazuo Koike. Trabalhou com Jiro Taniguchi, com quem criou as obras Ao no Senshi (1980–1981), Live! Odyssey (1981), Knuckle Wars (1982–1983) e Rude Boy (1984–1985). Seu primeiro grande sucesso foi Hard and Loose, feito em parceria com Kaiji Kawaguchi, em 1984. De 1996 a 1998, escreveu Old Boy com Nobuaki Minegishi.