
Eduardo Risso nasceu em Leones, Argentina, em 1959. Mudou-se para Buenos Aires aos 19 anos, com o objetivo de se tornar desenhista profissional. Alternou trabalhos em hotéis e joalherias até se tornar assistente de Enio e Pedrazzini, e também fez os famosos cursos ministrados por Alberto Breccia na época. Conseguiu seu primeiro emprego na editora Columba com a adaptação de Raposa de Fogo, filme estrelado por Clint Eastwood. Publicou na revista Fierro uma adaptação de um conto de Mujica Láinez, depois veio o sucesso com Parque Chas (1987) e Caim (1988) com roteiros de Barreiro. Inicia a sua colaboração com Carlos Trillo com quem terá uma sólida parceria criando obras como Fulú (1989), Simón – Una Aventura Americana (1992), Video Noir (1994), Boy Vampiro (1995), Borderline (1996) e Chicanos (1997). Após uma longa colaboração com editoras europeias, iniciou a sua incursão no mercado americano, com a adaptação do filme Alien – A Ressurreição para a Dark Horse. Tornou-se reconhecido mundialmente por seu trabalho com o roteirista Brian Azzarello na série 100 Balas (1999-2009), para a linha Vertigo da DC Comics. Ganhou três Prêmios Eisner (2001, 2002 e 2004), três Prêmios Harvey (2002, 2003 e 2008), um Prêmio Yellow Kid (2002), além do Prêmio Inkpot (2017) por seu apoio aos quadrinhos mundiais. Desde 2010, atua como presidente do comitê organizador da Crack Bang Boom, convenção internacional de quadrinhos, na cidade de Rosário, Argentina, onde organiza exposições, conferências e oficinas com artistas argentinos e convidados internacionais.

Nascido e criado em Madison, Nova Jersey, Glenn Head se apaixonou pelo quadrinho underground quando estava no internato e desde então está envolvido com gibis. Como editor, já foi indicado aos prêmios Harvey e Eisner por duas antologias, a Snake Eyes (coedição com Kaz) e a Hotwire. Entre seus trabalhos solo estão Avenue D (1986) e seu livro de memórias Chicago (2016), ambos publicados pela Fantagraphics.

Alejandro Jodorowsky viveu tantas vidas que um livro não bastaria para resumi-las todas. Chegando a Paris de seu país natal, o Chile, em 1953, foi sucessivamente marionetista, artista de circo, dramaturgo, diretor, poeta, romancista e ensaísta. Apaixonado por filosofia, psicanálise e esoterismo, acompanhou o movimento surrealista, depois fundou o grupo Panique com Arrabal e Topor. Criou igualmente o Cabaret Mystique, uma espécie de ágora moderna e itinerante onde se misturam zen, artes marciais, misticismo transcendental, psicanálise e tradição chilena. Apaixonado por imagens e pela escrita, é quase lógico que seu caminho cruzasse o das histórias em quadrinhos. Faz uma primeira incursão em 1966 (Anibal 5, produzida com Moro), mas é o encontro com Moebius, em 1975, que estimula de modo mais duradouro seu interesse pelos quadros e balões. Jodorowsky conhece o desenhista durante um projeto de adaptação cinematográfica de Duna, de Frank Herbert, que jamais veria a luz do dia. Paradoxalmente, da interrupção dessa criação nascerá uma obra única no gênero, que mistura ficção científica, esoterismo e simbolismo alquímico. O Incal irá por sua vez engendrar um universo que contribuiu para a era de ouro da Métal Hurlant, da (À Suivre) e da Humanoïdes Associés, e cujo sucesso iria consolidar definitivamente o lugar de Jodorowsky no panteão da nona arte.

Pedro Mancini é ilustrador e quadrinista. Nasceu em 14 de junho de 1983, em Ituzaingó, província de Buenos Aires. Em 2002, junto a Darío Fantacci e Santiago Fredes, criou o grupo Niños, e com eles editou sete números da antologia de quadrinhos Ultramundo. Publicou os livros Paranoia normal (2012); Disparo rayos por los ojos (2014); Hermano (2014), com roteiro de Darío Fantacci; Alien triste (2015); Ultradeformer (2016); El jardín increíble (2016); No soy Hordak (2017); Detrás del ruido, la infancia de William Burroughs (2017) e Felicidad (2018), com roteiro de Damián Connelly. Seus trabalhos como ilustrador e quadrinista foram publicados na Argentina, na Colômbia, na França, na Espanha, na Itália e, agora, no Brasil. Passou 2018 e parte de 2019 em residência artística em Paris. Lá trabalhou nesta novela gráfica, Menino-Larva, publicada na França pela Éditions Insula e na Argentina pela Hotel de las Ideas.

Stefano Tamburini nasceu em Roma, Itália, em 1955. Fez sua estreia nos quadrinhos com Fuzzy Rat, publicado em 1974 na revista underground romana Combinazioni. Em 1977, com Marco D’Alessandro e Massimo Mattioli, fundou a Cannibale, revista inspirada na americana Zap Comix, na qual Filippo Scòzzari, Andrea Pazienza e Tanino Liberatore publicariam posteriormente. No ano seguinte, criou o personagem que o tornaria famoso: Rank Xerox, posteriormente rebatizado de Ranxerox. Em 1980, com Vincenzo Sparagna e Filippo Scòzzari, fundou a Frigidaire. Para a nova revista, criou o personagem Snake Agent e seguiu escrevendo histórias do Ranxerox, dessa vez ilustradas por Tanino Liberatore. Foi encontrado morto em seu apartamento em abril de 1986, vítima de uma overdose de heroína.

Gaetano “Tanino” Liberatore nasceu em Quadri, Itália, em 1953. Frequentou a escola secundária de artes de Pescara, onde conheceu Andrea Pazienza. Terminou seus estudos na faculdade de arquitetura da Universidade de Roma. Conheceu Stefano Tamburini em 1978 e, no mesmo ano, publicou com ele suas primeiras histórias em quadrinhos na revista Cannibale. Foi um dos fundadores da editora Primo Carnera e da revista Frigidaire, onde publicou as histórias mais célebres de Ranxerox. Ilustrou a capa do disco The Man From Utopia, de Frank Zappa, lançado em 1983. Em 2003, recebeu o Prêmio César de Melhor Figurino por seu trabalho em Asterix & Obelix: Missão Cleópatra. Desde 1982, vive e trabalha na França.

Yi Yang nasceu em 1994, em Benxi, uma pequena cidade no nordeste da China onde se desenrola a ação de sua graphic novel Easy Breezy. As ruas, prédios e colinas de Benxi marcaram profundamente sua infância. Yi Yang partiu para a Itália em 2013 para estudar na Academia de Belas-Artes de Bolonha, e vive na cidade desde então. É autora de diversos livros infantojuvenis publicados por editoras chinesas e ilustradora de dois álbuns publicados na Itália pela Bao Publishing, Aiuto! (2016) e Aiuto! Fratelli (2017), com roteiros de Isaak Friedl.