Mike Deodato Jr.

Mike Deodato Jr., nome artístico de Deodato Taumaturgo Borges Filho, nasceu em Campina Grande, Paraíba, em 1963. Seguindo os passos de seu pai, também desenhista, publicou aos 15 anos sua primeira história em quadrinhos, intitulada O Ninja, no suplemento juvenil O Pirralho, do jornal A União, de João Pessoa. Em 1985, abandonou o Curso de Jornalismo na UFPB para se dedicar exclusivamente ao desenho. Na década de 1990, começou a desenhar histórias em quadrinhos para os Estados Unidos. Em 1994, assumiu o título da Mulher-Maravilha, que estava em vias de cancelamento, e o transformou em um sucesso de público com seu estilo de desenho e narrativa gráfica. Por mais de 20 anos foi artista exclusivo da Marvel Comics, tendo trabalhado com personagens como Os Vingadores, Thor, Hulk, Homem-Aranha, entre outros. Em 2019, anunciou sua saída da Casa das Ideias, para retomar a produção independente de histórias em quadrinhos. Desde então, publicou Berserker Unbound (2020), Bad Mother (2021), A Resistência (2021) e Nem Todo Robô, este último lhe valendo o Prêmio Eisner de Melhor Publicação de Humor.

Mark Russell

Mark Russell nasceu em Springfield, Oregon, Estados Unidos, em 1971. Escreveu para a DC Comics as séries Prez (2015) e The Flintstones (2016), destacando-se por sua fina sátira da sociedade americana e seus preconceitos. Seguiria desenvolvendo o tema em trabalhos posteriores como Exit, Stage Left!: The Snagglepuss Chronicles (2018), Billionaire Island (2020), O Retorno do Messias (2021) e Nem Todo Robô (2022).

Nicole Claveloux

Nicole Claveloux nasceu em Saint-Étienne, França, em 1940. Estudou na Escola de Belas Artes de Saint-Étienne e, em 1967, mudou-se para Paris. A partir de 1966, trabalhou no mercado publicitário e colaborou com os editores Harlin Quist e François Ruy-Vidal. Em 1973, decide se dedicar exclusivamente à ilustração, à pintura e às histórias em quadrinhos. Ilustrou capas para as editoras Gallimard, Hachette e Laffont, e publicou até o momento mais de 60 livros. A Mão Verde e Outras Histórias é seu primeiro trabalho publicado no Brasil.

Lucas Varela

Lucas Varela nasceu em Buenos Aires, Argentina, em 1971. É quadrinista, designer gráfico e ilustrador. Já teve suas ilustrações publicadas nos periódicos Clarín, La Nación, Rolling Stone e Financial Times. Em 2008, colaborou com Carlos Trillo em A Herança do Coronel, escolhido para a seleção oficial do Festival de Angoulême no ano seguinte. Entre seus trabalhos mais recentes estão Le jour le plus long du futur (2015), L’Humain (2019, com roteiro de Diego Agrimbau) e Le Labo (2021, com roteiro de Hervé Bourhis).

Gabriel Ippóliti

Gabriel Ippóliti nasceu em Santa Fé, em 1964. Iniciou sua carreira profissional como ilustrador em agências de publicidade na década de 1980. Nos anos 1990, passou a se dedicar à ilustração editorial. Esta atividade lhe permitiu utilizar um estilo mais expressivo, integrando às suas obras técnicas e recursos das artes plásticas. Em busca de um novo meio de expressão, embarcou nos quadrinhos no início dos anos 2000. Desde então, teve seus álbuns publicados na França, Espanha, Itália, Grécia, Holanda e Argentina.

Diego Agrimbau

Diego Agrimbau nasceu em Buenos Aires, em 1975. É um dos roteiristas de quadrinhos mais prolíficos e reconhecidos da Argentina, tendo realizado mais de 20 álbuns desde o início dos anos 1990. Em 2011, foi selecionado para uma residência na Maison des Auteurs, em Angoulême, França. Ganhou diversos prêmios, incluindo o Utopiales, em 2005, e o Prêmio Planeta DeAgostini, em 2009. Ele também é professor da Universidade de Palermo, na capital argentina.

Domingo Mandrafina

Domingo Roberto Mandrafina, ou “Cacho” como é conhecido por amigos e colegas de profissão, nasceu em Buenos Aires, em 1945. Influenciado por Milton Caniff, Hugo Pratt e Alberto Breccia, desenhava no seu tempo livre enquanto trabalhava como contador. No final da década de 1960, torna-se quadrinista em tempo integral e começa a colaborar com a editora Columba, na qual desenhava pequenas histórias para a revista Intervalo. Especialista no gênero noir, começa sua parceria com o roteirista Carlos Trillo no início dos anos 1980 e juntos criam obras carregadas de sarcasmo, humor negro e, sobretudo, de alegorias sobre a realidade argentina: A Grande Farsa, Piñón Fijo, Peter Kampf Lo Sabía, Spaghetti Brothers, Dragger, entre outros. Também ilustrou roteiros de Enrique Breccia (Metro-carguero e Espartaco) e Guillermo Saccomano (Republiqueta). Trata-se de um dos autores argentinos com maior projeção internacional e desenha preferencialmente para o mercado europeu.

Gato Fernández

Cecilia “Gato” Fernández nasceu em Buenos Aires, Argentina, em 1987. Realizou diversos quadrinhos curtos sozinha e em colaboração com roteiristas de larga experiência como Pablo de Santis, Carlos Trillo e Diego Agrimbau. É ativista transfeminista e pelos direitos LGBTIQ+. O Golpe da Barata é a sua primeira graphic novel integral.

Carlos Sampayo

Carlos Sampayo nasceu em Carmen de Patagones, em 1943. Escritor e roteirista, é autor de romances, contos, poesias e roteiros de filmes e quadrinhos. É também especialista em jazz, assunto sobre o qual já publicou diversos ensaios. Em 1972, se mudou para a Espanha, onde escreveu roteiros para filmes publicitários. Em 1974, conheceu seu compatriota José Muñoz, com quem criaria o famoso detetive Alack Sinner. Em 1982, a dupla lança Sudor Sudaca, em que exploram suas raízes argentinas, e depois Billie Holiday. Sampayo também trabalhou com Solano López em Evaristo; com o desenhista italiano Igort na biografia em quadrinhos de Fats Waller; e com Oscar Zárate nos livros Tres Artistas en París, Fly Blues e La Faille. Atualmente, divide seu tempo entre Barcelona e Buenos Aires.

Francisco Solano López

Francisco Solano López nasceu em Buenos Aires, em 1928. Iniciou sua carreira na editora Columba, em 1953 e, pouco tempo depois, começou a colaborar com a editora Abril, onde ganhou fama como desenhista de aventura. Lá, conheceu o roteirista Héctor G. Oesterheld, com quem fez Uma-Uma e Bull Rocket. Em 1957, Oesterheld decidiu fundar sua própria editora e convidou Solano López para publicar em suas revistas Hora Cero e Frontera. A dupla criou Rolo el Marciano Adoptivo, Amapola Negra, Joe Zonda, Rul de la Luna, e o que se tornaria a mais proeminente das historietas argentinas: O Eternauta. Após uma breve passagem pela Europa, Solano López aceitou a proposta da Ediciones Record para se reunir com Oesterheld e dar continuidade à saga de O Eternauta, em 1976. Nesse mesmo ano, com Ricardo Barreiro, deu início à saga Slot-Barr, porém o clima político conturbado obrigou Solano López a emigrar para a Espanha. Em 1983, com Carlos Sampayo, criou Evaristo. No ano seguinte, Solano López se mudou para o Rio de Janeiro e iniciou uma longa série de colaborações com editoras norte-americanas como Dark Horse e Fantagraphics. De volta a Buenos Aires em 1995, continuou trabalhando para os Estados Unidos, se aventurou no gênero erótico com enorme sucesso em toda a Europa e retomou, a partir de 1997, a famosa saga O Eternauta. Faleceu em 2011, em Buenos Aires, aos 82 anos de idade.