
Luckas Iohanathan nasceu em 1994, na cidade de Mossoró, no interior do Rio Grande do Norte. Formado em Comunicação Social, com habilitação em Publicidade e Propaganda, pela Universidade Estadual do Rio Grande do Norte, encontrou nas histórias em quadrinhos sua verdadeira paixão. O Monstro Debaixo da Minha Cama, sua primeira obra, foi publicada gratuitamente na internet, em 2020, sendo indicada ao 33º Troféu HQMix nas categorias Publicação Independente de Edição Única e Novo Talento – Roteirista. A obra venceu a 2ª edição do Prêmio Geek de Literatura, em 2023. No ano seguinte, seu trabalho Como Pedra, publicado pela Comix Zone, foi laureado com o Prêmio Jabuti, na categoria Histórias em Quadrinhos. Trabalha como diretor de arte e ilustrador freelancer há quase dez anos.
Richard Malka nasceu em Paris, França, em 1968. É um advogado especializado em direito de imprensa e atuou em diversos processos emblemáticos ao longo de sua carreira, defendendo grupos de mídia e editoras. Além de seu sucesso na advocacia, ele trilha um caminho singular: o da escrita. Entre seus principais trabalhos, destacam-se a saga jurídica L’Ordre de Cicéron (2004), La Face Karchée de Sarkozy (2006, com mais de 200.000 exemplares vendidos), Section Financière (2006) e La Pire Espèce (2010). Segmentos, sua obra mais ambiciosa, foi publicada originalmente entre 2011 e 2014. Inspirado por suas leituras apaixonadas de Asimov e Van Vogt, o livro representa um marco significativo em sua jornada literária.

Merwan Chabane, nascido em 1978, é um quadrinista e animador francês. Formou-se na École nationale supérieure des arts décoratifs e iniciou sua carreira profissional no mundo dos videogames, ao mesmo tempo em que desenvolvia storyboards para diversas séries de animação francesas. Em 2002, como parte de sua tese de conclusão de curso, dirigiu o curta-metragem de animação Biotope, que recebeu inúmeros prêmios e chamou a atenção para o seu talento. Entre seus principais trabalhos nos quadrinhos, destacam-se Pankat (2004), Fausse garde (2009), L’Or et le Sang (2009), Pour l’empire (2010), Pistouvi (2011), Le Bel Âge (2012) e Jeu d’ombres (2016). Sua obra mais recente, intitulada Mecânica Celeste, foi originalmente publicada em 2019 e marca sua estreia no Brasil.

Alex W. Inker nasceu em Maubeuge, França, em 1986. Formou-se em 2006 no Instituto Saint-Luc de Bruxelas em Quadrinhos e também possui um mestrado em Cinema. Além de ser desenhista e autor, ele é professor na Universidade de Lille 3, onde ensina aos seus alunos as interseções entre cinema e quadrinhos. Sua estreia no mundo dos quadrinhos ocorreu em 2016 com Apache. O álbum obteve grande sucesso tanto de público quanto de crítica, sendo agraciado com o prêmio de melhor quadrinho policial no Festival de Angoulême no ano seguinte. Também é autor de Panama Al Brown (2017), Servir le peuple (2018), Un travail comme un autre (2020) e Fourmies la Rouge (2021). Seu trabalho mais recente, Colorado Train, baseado no romance de Thibault Vermot, foi publicado originalmente em setembro de 2022.

Andrea Pazienza (San Benedetto del Tronto, 1956 – Montepulciano, 1988) é um dos mais importantes desenhistas italianos de todos os tempos e seu legado é comparável ao de outros colegas de profissão, como Hugo Pratt, Guido Crepax ou Milo Manara. Foi um dos membros fundadores da revista mensal Frigidaire, em 1980, na qual publicou sua série Zanardi, e também colaborou em outras revistas como Alter Alter, Linus e Comic Art, todas elas reconhecidas como fundamentais na evolução dos quadrinhos europeus. Extraordinariamente prolífico e com um enorme talento, tanto para o desenho quanto para o retrato da juventude de seu tempo, através de diálogos incisivos e naturalistas, Pazienza é, sem dúvidas, o autor de quadrinhos mais influente das últimas quatro décadas em seu país natal. Durante a primeira metade da década de 1980, Pazienza consumiu heroína, mas se desintoxicou em 1984. A partir desse momento, aprofundou-se em duas de suas paixões, a história e a poesia, dando luz a alguns de seus melhores trabalhos: Pompeo, Campofame e Astarte. Pazienza morreu em 1988, devido a uma overdose. Ele tinha 32 anos. Longe de diminuir sua estatura como autor, a morte prematura de Pazienza o transformou, justificadamente, em uma lenda. A qualidade de sua produção, a relevância dos temas abordados, seu amplo registro e um talento inato avassalador configuraram um artista que definiu culturalmente a Itália dos anos 1980 e, desenvolvendo seu trabalho em um âmbito muitas vezes culturalmente desprezado como os quadrinhos, pôde medir-se com grandes figuras de outras artes mais reconhecidas.

Max (Francesc Capdevila) nasceu em Barcelona, Espanha, em 1956. Começou sua carreira nos quadrinhos no movimento underground emergente de Barcelona enquanto estudava na Escola de Belas Artes de Sant Jordi. Em 1979, começou a colaborar mensalmente com a revista El Víbora, onde desenvolveu a maior parte de sua obra em quadrinhos e se tornou um dos autores de quadrinhos espanhóis mais reconhecidos internacionalmente, recebendo prêmios como o Ignatz (1999), o Grande Prêmio do Salão Internacional do Quadrinho de Barcelona (2000) e o Prêmio Nacional de Quadrinhos do Ministério da Cultura da Espanha (2007) por sua obra Bardín el superrealista. Entre suas obras marcantes, destacam-se também Peter Pank, Rey Carbón, Vapor, Paseo astral e Conversación de sombras.

Guido Buzzelli nasceu em Roma, Itália, em 1927. É reconhecido como um dos grandes mestres dos quadrinhos italianos. Vindo de uma família de artistas, frequentou cursos livres na Accademia di San Luca durante a adolescência. Iniciou sua carreira aos 18 anos, publicando na revista semanal Argentovivo. Dedicou-se inicialmente à pintura, mas depois de várias exposições, voltou a desenhar quadrinhos. Em 1966, por iniciativa própria, criou La Rivolta dei Racchi, apresentada no ano seguinte no Salão de Quadrinhos de Lucca, e que adquiriu notoriedade após ter sido publicada na França, em 1970, na revista Charlie Mensuel, graças ao interesse do editor-chefe Georges Wolinski. A iniciativa se revelou um sucesso, levando Buzzelli a uma longa colaboração com diversas outras revistas francesas, como Pilote, Circus, L’Écho des Savanes, Métal Hurlant e À Suivre. Assim, ele começou a criar uma série de obras de denúncia, como I Labirinti (1968), Zil Zelub (1971), Annalisa e ildiavolo (1973), L’intervista (1975), L’Agnone (1977), La guerra videologica (1978), todas obras em que o autor sempre se retrata como o protagonista, um ser frágil e insignificante, vítima e, ao mesmo tempo, algoz do mundo. Ele também colaborou com outros escritores em obras como Nevada Hill (1974, roteiro de Jean-Pierre Gourmelen), HP (1974, roteiro de Alexis Kostandi) e Morganna (1980, roteiro de Daniela Vianello). Faleceu em 1992, em Roma, aos 64 anos de idade.

Léa Murawiec nasceu em 1994 e cresceu em uma família de artistas no subúrbio de Paris. Formada em design gráfico e tipografia pela escola Estienne em 2015, ela continuou seus estudos na École européenne supérieure de l’image em Angoulême. Desde 2013, Léa Murawiec é editora e autora na editora independente Flûtiste, publicando regularmente seus trabalhos em fanzines e revistas coletivas como Biscoto e Novland. Seu estilo preferido é desenhar com tinta nanquim, o que permite manter sua conexão com o gesto e o papel. Foi contemplada com uma residência de dois anos na Cité de la Bande dessinée (em parceria com Magelis e EESI) para desenvolver O Grande Vazio, sua primeira graphic novel. Esta ambiciosa distopia foi originalmente publicada em 2021 e no ano seguinte recebeu o Prêmio do Público France Télévisions no Festival de Angoulême.

André Diniz nasceu no Rio de Janeiro, em 1975. É roteirista e ilustrador de histórias em quadrinhos. Entre 2000 e 2005, publicou diversos trabalhos pela Nona Arte, sua própria editora. A partir de então, passou a publicar suas obras por outras editoras, somando mais de trinta títulos de sua autoria, vários deles premiados, seja como roteirista, seja como ilustrador dos próprios roteiros. Foi editado em diversos países, entre eles França, Inglaterra, Portugal e Polônia. Entre seus trabalhos mais conhecidos estão Fawcett (2000, com arte de Flavio Colin, ganhador do prêmio Angelo Agostini), 7 Vidas (2009, com arte de Antonio Eder, ganhador do Troféu HQMix), O Quilombo Orum Aiê (2010), Morro da Favela (2011, ganhador do Troféu HQMix), Matei Meu Pai e Foi Estranho (2017), O Idiota (2018), Revolta da Vacina (2021) e T.A.T.T.O.O. – À Flor da Pele (2022). Atualmente, vive na cidade de Braga, em Portugal.

Pablo Franco nasceu em Ayacucho, Argentina, em 1975. Estudou Letras na Universidade Nacional de Mar del Plata. Entre 1998 e 2003, foi professor em escolas rurais. Trabalhou como jornalista entre 1998 e 2000, criando a revista cultural Yerba Mate e o jornal Lateral. Em 2016, publicou Febrero, um livro em formato de diário que fala sobre sua experiência como editor e seu trabalho na cozinha de um restaurante. Em 2016, criou a editora Cruz, na qual lançou diversos títulos de escritores e artistas populares da província de Buenos Aires. Em 2018, publicou Lobisón, livro ilustrado por Lautaro Fiszman que reúne o trabalho de vários escritores e antropólogos sobre o lobisomem na Argentina. Nesse mesmo ano, iniciou um novo projeto editorial, La Flor Azul, na cidade de Mar Azul, onde atualmente trabalha como editor. Desde 2018, ele organiza, na mesma cidade, a Feira do Livro de Editoras Independentes de Mar Azul, com a presença de editoras de todo o país e que já conta com cinco edições.